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Na
Praça da Matriz está o Museu de Alcântara, com móveis dos séculos XVIII e XIX e
peças de porcelana; e a Casa da Câmara e Cadeia, hoje sede da prefeitura. O
calor intenso e algumas mesas colocadas no meio da rua convidam a um momento de
descanso. Uma parada para água ou cerveja gelada em frente da Pousada
Pelourinho. Dali avistam-se as ruínas da Igreja de São Matias e o Pelourinho.
A
Igreja foi derrubada a mando do escritor Sousândrade, que morava atrás e dizia
que as enormes paredes atrapalhavam a visão da paisagem e lhe tiravam a
inspiração.
Seguindo
pelo Beco Escuro, viela que ficava atrás da igreja, e por isso tem esse nome,
atravessa-se a Rua Grande e chega-se á Rua da Amargura, que ganhou esse nome
porque de lá saíam os barcos que levavam estudantes para Lisboa. As mães ficavam
chorando porque sabiam que muitos não voltariam. Nessa rua está o Mercado dos
Negros, hoje em ruínas, onde eram negociados os escravos. De volta à Rua Grande,
a mais movimentada da pacata cidade, se conhece um pouco da vida dos seus
moradores. É onde estão concentradas lojas, mercearias, bares, órgãos públicos e
escolas.
Na Rua Grande
estão também os
principais pontos turísticos da cidade. A Igreja e Convento do Carmo é um deles.
Sua construção começou em 1665. Hoje está sendo restaurada e, por isso, está
fechada para visitação. Seu altar é rico em detalhes em estilo barroco com mais
de 100 anjos entalhados em madeira. Ao lado estão as ruínas do convento. A
melhor história da cidade também é contada por ruínas. Os moradores contam que
duas famílias de muitas posses convidaram o Imperador D. Pedro II a uma visita.
Para hospedá-lo cada qual começou a construir um palacete. A rivalidade começou
com as obras. Foram gastas fortunas para ver quem construía o mais bonito
palácio.
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